miércoles, 19 de noviembre de 2008

E se Obama fosse africano?

E se Obama fosse africano?

Por Mia Couto

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.

Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.

Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.

Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política.. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

No Jornal "SAVANA" 14 de Novembro de 2008

domingo, 16 de noviembre de 2008

EN RESPUESTA FEDAFRO: ANTE LA EXCLUSION DE LOS NEGROS DE LA COOPERACION INTERNACIONAL 2008-2012

Nosotros desde LA FUNDACION VIDA - GRUPO ECOLOGICO VERDE apoyamos TODAS LAS ACCIONES NECESARIAS PARA LOGRAR ESTE COMETIDO. Pero de qué nos valen las relaciones con el Alto Gobierno, si somos incapaces de poner sobre la mesa de nuestros amigos políticos LA CUESTION NEGRA, sin que esta se plantee como un tema TABU. Esperamos que sobre la base de la propia interpretación de los acontecimientos que siempre nos relegan al segundo o tercer plano de la historia, se fundamente una idea clara de nuestras pretensiones. Es claro que el tema negro, sobrenada a la sociedad ilustrada y a los eruditos de la cooperación Española.

Frente a la invisilidad, no queda más que convocar las masas frente al Ministerio de Asuntos Exteriores de España, reto al que cito a FEDAFRO para que desde ahora se haga sentir sin DILACIONES INTERPRETATIVAS con las que muchos suponen que el avance del ejercicio del liderazgo negro solo se remite a recibir de la clase social hegemonica las migajas, sometidas por demás a las voluntades de los teoricos. FEDAFRO representa tambien nuestros intereses y frente a este ataque estamos dispuestos a salir a las calles los negros(as) y simpatizantes para denunciar, que nuestras mejores derrotas siempre vienen disfrazadas de la mano de la izquierda reaccionaria y burguesa, aquellos quienes reniegan de la Derecha, pero que son peores que los nazistas, porque entre unos y otros, almenos nos permiten diferenciar al enemigo. A LOS AFRICANODESCENDIENTES , NOS HICIERON COMUNISTAS, LIBERALES, MUSULMANES, CRISTIANOS JIPIS Y CONSERVADORES, incluso de todo, pero menos negros(as).

y ES FRENTE A ESTA FALTA DE NOCIóN DE IDENTIDAD NEGRA que nosotros damos nuestros mejores esfuerzos. Ahora la gente se congratula al hablar de OBAMA, y eso esta muy bien. Pero la gente no puede olvidadar que la marcha de un millon de hombres en Estados Unidos, la Muerte de Malcom X, el asesinato de Marthin Luther King, el Ku kux klan, fueron sucesos que antecedieron e incluso las acciones nefastas de los altos indices de criminalidad que sufren los negros en Estados Unidos, planteados abiertamente, propiciaron la proclama de la Ley de Derechos Civiles y Sociales. Entonces Obama aparece para catapultar la brecha de una senda que habian iniciado los primeros esclavos libertos que cruzaron el Missisipi.

Obama no esta allí solo por sus formas y talantes como quieren pretender hacerlo ver las gentes y con este suceso incluso hacer irrelevante el que personajes como Mandela llegaran tambien a ser presidente de la potencia de sudafrica, pais que desvalijaron de su arsenal atomico solo porque un negro llegaba al poder. Obama llega al poder de la potencia de Estados Unidos, pero no accedera a los códigos secretos de las trece mil bombas atomicas solo si finalmente el poder blanco se lo permite, porque no es coyuntural que ser presidente en Estados Unidos signifique el acceso al poder atomico de este pais. La gente de América latina no tiene el camino facil y nunca lo va a tener sencillamente porque los latinos negros hemos adoptado la forma vil de ser el negro que pretende asemejarse al opresor e incluso tiene cancelada su propia cosmovision, y ninguna teoria negra tiene relevancia porque el negro(a) no sabe pensar por si mismo, y deriva sus conclusiones en funcion de lo que piensan los intelectuales blancos.

Sería más practico para FEDAFRO convocar en Madrid una rueda de Prensa donde estemos los diferentes artifices de cambio, los divergentes e incluso invitar a las macro ongs quienes son las que tutelan nuestra voz y viven lucrandose de nuestras miserias. Para que seguir acudiendo al mismo circo de payasos?. Para qué seguir argumentando que la historia de los negros comienza con Obrama y la gente no hable que Obama es el cuarto candidato negro, que los negros hecharon a los colonialistas... Ya veremos cuando falle Obama. Trasgredir los espacios, invadir lo vedado, vencer lo inadmisible y dejarnos de tanto discurso fascineroso. El racismo institucional es una realidad e intentar ignorarlo es nuestro peor agravio a nuestras victimimas. La reparacion debe ser la función de nuestro discurso y nadie tiene la moral objetiva de dar relevancia al terrorismo armado negando el terrorismo ideologico al que estamos sometidos los negros(as). La FEDERACION PANAFRICANISTA Y LA PLATAFORMA SOLIDARIDAD convocaremos una marcha.

SENCILLAMENTE PORQUE LA SEBGI NO ES COHERENTE, sencillamente porque nos siguen mintiendo. Sencillamente porque en Colombia se sigue matando a los negros(as) como a las moscas, sencillamente porque se traen a Epsyl Campbel a pasear por Madrid y de forma mordaz le dan garrote a los negros. Sencillamente porque tenemos que cambiar el paradigma. Es el momento de enorgullecernos de Obama y no dejar de preguntarnos que nos ha dado el mundo hispano: MIENTRAS VENGAN LOS NEGROS(S) ILUSTRADOS DE LA CAUSA NEGRA DE AMERICA LATINA Y GUINEA ECUATORIAL ARRODILLADOS A EUROPA, nosotros les seguiremos denunciando como los peores enemigos DE LA CUASA NEGRA DE LOS PUEBLOS MISERABLES porque a ellos se debe este retroceso. A las negativas que se presentaron en Colombia tratando de elevar al señor Mancebo ahora en Washington como el Dios de los negros y negando a toda costa el proceso de la FUNDACION VIDA - GRUPO ECOLOGICO VERDE, a ellos se debe este retroceso, pensando que Zerolo es nuestro Mesias.

Complices por omisión quienes argumentan que la esclavitud se abolio en 1886 y Africa apenas alcanzaba la independencia de sus terriorios despues de 1960 y la Republica Democratica de Congo aún tenía negros encadenados a las plantaciones del rey Balduino en 1974. MIENTRAS MUCHOS INSISTAN EN NEGAR LA VERDAD DE COMO LLEGAMOS A SER INCLUIDOS LOS AFRICANODESCENDIENTES EN ESPAÑA, PRETENDIENDO HACER IRRELEVANTES EL PAPEL QUE HEMOS LLEVADO A CABO OTROS(AS), no podremos aterrarnos de lo que esta sucediendo de la mano a quienes consideramos nuestros mejores amigos y considerando enemigo a los negros de las bases.

EPSY CAMPBELL y su marido , viene a España pretendiendo ignorar que nos conoce, pero HORACE CAMPBELL, JORGE MEDINA, VERENE SEPHARD y Omali yeshitela ya estan al tanto de cual fue su comportamiento en España ante los esclavos.

LUIS A. ALARCON V

La línea del color MIREIA SENTIS


La línea del color


En 1999, un amigo, me preguntó: ”¿Por qué te interesa tanto la cuestión negro-blanco, cuando es muy probable que tengamos antes un presidente negro que uno judío, y hasta una mujer antes que un judío?”. No consideré entonces que mi amigo, judío norteamericano, tuviera una percepción tan clara de la realidad.

Cuando empezó la rivalidad entre Barak Obama y Hillary Clinton por la candidatura demócrata, las cosas eran diferentes. Sí, había crisis: una guerra en curso y otra pendiente, una batalla contra el terrorismo, la peor seguridad social de un país desarrollado, un potencialmente devastador cambio climático y una economía nada brillante. Pero no había llegado el crash. ¿Era previsible que Obama obtuviese la candidatura demócrata ante una profesional de la talla de Clinton?

El solo hecho de que se presentasen dos anomalías (negro, mujer), era suficiente para comprender que lo que en Estados Unidos se estaba debatiendo, quizá por primera vez, no era tanto qué debía hacerse en el terreno práctico para liderar la nación, sino la propia definición de los norteamericanos sobre sí mismos. En ese repaso a la identidad, Hillary representaba a la generación de los babyboomers, que aún tenía la guerra de Vietnam en la cabeza, había presenciado la lucha por los derechos civiles y conocido el racismo expresado en la consigna “iguales, pero separados”; la época en que aún se practicaba el passing: persona de ascendencia negra, pero de piel blanca, que reinventa su biografía a fin de hacerse pasar por blanco; la época en que ser mulato era una experiencia casi trágica, como recoge toda una tradición literaria; la época, en fin, definida, más incluso que por el feminismo, que había estado mucho más vivo durante la generación anterior, por la alternativa negro-blanco. Ya lo predijo uno de los ensayistas más relevantes de la cultura afroamericana, nacido en 1868, W. E. B. Du Bois, primer graduado negro por la Universidad de Harvard: el problema del siglo XX sería the color line: la línea del color.

Clinton, que en un principio parecía candidata sin rival, es heredera, quiera o no, de la primera mitad del siglo XX: de las reivindicaciones negras y de la culpabilidad blanca, de los asesinatos de líderes liberales de ambos colores, del enfrentamiento civil entre americanos a partir de la derrota de Vietnam, primera guerra perdida en la historia del país. Y en ese momento, pese a todo, no cabía duda de que Washington llevaba las riendas del mundo. Obama, como el recién estrenado siglo XXI, responde a coordenadas diferentes: ni la hegemonía estadounidense es indiscutible, ni la cuestión negro-blanco ocupa ya los primeros planos.

En Norteamérica, la etnia que crece con mayor rapidez no es la blanca ni la negra, sino la brown, la marrón, la que antes no contaba, la que habla dos lenguas, la que profesa mayoritariamente el catolicismo, la que llega sin haber sido obligada y conforma la emergente clase media. Los hispanos han transformado la demografía, el cromatismo y las necesidades sociales. Y Obama, a pesar de estar clasificado como negro, ha compartido el mismo peregrinaje que ellos: su padre estudió voluntariamente en Norteamérica y regresó más tarde a su tierra; se ha criado entre distintas comunidades, religiones, lenguas y epidermis; y sabe que la asimilación (a la cultura anglo, se entiende) no es deseada por la enorme diversidad de gentes estadounidenses que, con orgullo, quieren conservar sus signos de identidad.

Obama comprende que Norteamérica tendrá que compartir su liderazgo. Eso quiere decir cambiar su manera de relacionarse, no sólo con las demás naciones, sino a nivel interno: se hace necesaria una política de unión y no de división, de acuerdos y no de enfrentamiento. “Somos más que la suma de las partes de este país”, dijo en su discurso de marzo en Filadelfia, donde salió valientemente al encuentro del problema racial y le dio la vuelta para exponer la necesidad de resolver todos juntos los problemas “monumentales” a los que se enfrentan, en lugar de perder el tiempo en discusiones superadas históricamente. “Esta vez el cambio no vendrá de Washington; el cambio llegará hasta Washington”. Con esta frase, pronunciada el pasado agosto en su discurso de aceptación como candidato demócrata, Obama confirmó lo que ya sabían sus votantes: que Hillary, rehén aún de la llamada “sociedad del miedo”, representaba la primera opción; él, plenamente confiado en el diálogo, la segunda. Un diálogo que incluye a las culturas vinculadas, en la imaginación colectiva, con ese miedo. Obama está preparado para hacerlo, porque esas culturas no le son ajenas.

¿Y qué papel ha jugado en el éxito de Obama el hecho de estar casado con una mujer negra? Hay ciudadanos blancos que no se consideran racistas y que, sin embargo, no verían con buenos ojos que uno de sus hijos contrajese matrimonio con una persona de color; el “iguales, pero separados” sigue anclado en el subconsciente colectivo. Obama les ha ahorrado a esos ciudadanos algo que preferirían no ver: un matrimonio mixto. Frente a los afroamericanos, el senador por Illinois ha subrayado su mitad negra con toda naturalidad. Y entre las mujeres afroamericanas, Michelle, fuerte, inteligente y atractiva, liberada y madre de familia, transmite un mensaje largamente esperado. La imagen de la mujer negra alcanza oficialmente la igualdad.

Algunos intelectuales negro-norteamericanos se preguntan con sarcasmo: ¿No hemos sido siempre un tablón de salvación para Norteamérica? ¿No se erigió este continente en primera potencia mundial gracias al algodón recogido por los esclavos africanos? ¿No fueron sus descendientes quienes mantuvieron en funcionamiento las fábricas del Norte (Detroit, Chicago…) cuando los obreros blancos partieron hacia la Segunda Guerra Mundial, y quienes sufrieron despidos masivos a su regreso? ¿No hemos nutrido desde entonces las filas del ejército estadounidense? ¿No resulta significativo que cuando este país está dejando de ser punta de lanza, surja la posibilidad de que su presidente sea negro? ¿Y si ese presidente no mejora la situación, no volveremos a la conocida práctica del blaming it on the nigger: echar la culpa al negrata?

En Europa sabemos de esta práctica. Echar la culpa a los judíos no es un suceso lejano en nuestra historia. Y mi amigo americano, al afirmar que antes tendrían como presidente a un negro que a un judío, no ignoraba el hecho de que toda la tradición cristiana ha tendido a ser antisemita. “La cuestión —comenta el filósofo afroamericano Cornel West— se remonta a cuando los judíos fueron tratados como deicidas, y esta creencia forma parte consustancial de la emergencia del cristianismo, ya que éste se inició como un movimiento de reforma dentro del judaísmo. Cuando la cristiandad se extendió por Europa, la culpabilización judía fue en aumento. Y, como se sabe, la cristiandad llega a América a través de Europa. América es protestante. Blanca o negra, pero protestante”. La única excepción, el católico Kennedy, era de ascendencia marcadamente anglosajona.

Sea Obama elegido presidente o no, nunca antes había llegado tan lejos alguien que no fuese anglo. Sin embargo, no olvidemos que hay todavía Estados de la Unión en los que se organizan protestas callejeras ante la posibilidad de ser liderados por alguien de origen no ario.


Mireia Sentís es autora del libro En el pico del águila. Una introducción a la cultura afroamericana (Ardora Ediciones, 1998).


[Babelia. Sabado 1/11/08]

ANTE LA VICTORIA DE BARACK OBAMA



ANTE LA VICTORIA DE BARACK OBAMA
1º PRESIDENTE NEGRO DE LOS ESTADOS UNIDOS

La Federación Panafricanista de Espana se felicita y felicita a los 151 millones de africanodescendientes de habla hispana en el mundo y comparte las muestras de alegría, satisfacción y esperanza que la victoria del excandidato demócrata suscita.

Tras 50 años de la abolición de la esclavitud en España (1948- ley de patronato indígenas de Guinea Ecuatorial) :llega el presidente negro de la primera potencia mundial. El elevado numero los votos del senador por Illinois y la participación masiva por encima de los 270 necesarios para conseguir la presidencia demuestra el trascendental cambio no solo para los EEUU, America Latina, El Caribe, Mundo, África y España.

Si bien, este es un logro significativamente importante, sin embargo debemos aclarar que OBAMA NO ES UN PARADIGMA pues la historia de los negros no empieza ni termina con Obama, ya hubo muchos hombres y mujeres negras que fueron presidentes como Bonkos Biohos en Palenque de San Basilio Colombia, Toussaint Louverture Haiti, Chavez en Venezuela, nZumbi en Palmares , Dr Chocolate en Argentina y México. Obama es Dr en derecho y ciencias políticas y si pudo ir a la universidad fue porque estos Derechos se conquistaron en el pasado por el movimiento de derechos civiles y el Black Power. Por tanto es un día histórico que nos lleva a recordar a las personas como José Méndez, Chicho Sibilio, Garvey, Luther King, Malcolm X, Rosa Park, Winnie y Nelson Mandela, Henrzy S. WILLIAMS, Nkrumah en Ghana, Ana Nzingha, Simon Kimbango, Lumumba ,TCAHM BISSA, José Legrá, Antonio Machin, Antonio Maceo, Juan Latino, Guillem deFac, Alfons Arceline, Lucrecia Perez, Agusto Ndombele y el ex presidente de gobierno español Emilio Castelar quienes con su esfuerzo y sacrificio han contribuido a esta gran victoria.

La Federación Panafricanista desea y espera que la visibilidad y el empowerment que obviamente generará la victoria de este presidente negro sirvan en España para dignificar y visibilizar las vidas de la Comunidad Negra, que al igual que en los EEUU, viene luchando por sus Derechos. Deseamos que el Estado Español, cumpla el sueÑo de Castelar y trate a los negros mas allá de las pateras , otros estereotipos Y ESTIUMAGMAS VINCULADOS A LA NEGACION. La Federación Panafricanista desea y espera que las instituciones promuevan políticas reales de acción afirmativa, mediante la homologación de políticas que permitan a los niños negros, como a otras minorías étnicas,desarrollar un sentido de pertenencia que conlleve a nuestra aceptación en todos los ordenes de la sociedad, sobre todo en el sistema educativo, político, económico y la opinión publica de la afroespañolizacion lo que implica la necesidad de erradicar el racismo institucional.


A pesar de que la sociedad a disfrutado con la victoria de Obama AUN NO SE ACOSTUMBRAN A LOS NEGROS todas las políticas españolas hacia la comunidad negra siguen basadas en la en la invisibilidad, el asistencialismo, el tutelaje, la caridad, el dolor, afropesimismo COMO FORMAS EXTREMAS DE NEGACION: una relación neocolonial de dependencia continúa a través de las macro-súper ONGs. Que a pesar de estar recibiendo durante demasiado tiempo (500 años) dinero en nombre de la llamada integración de los negros, no han permitido que los negros proyectemos una sentimiento de pertenencia COMO HA HECHO OBAMA HIJO DE INMIGRANTES keniata. Sino que, nuestros hijos están políticamente más aislados hoy que en el gobierno de Arias Navarro y Suarez.

Las muestras de alegría en forma de fiestas que se han alargado hasta la madruga en discotecas y bares de Lavapies, Barcelona, Madrid, Bilbao y otras partes de España con la presencia de miembros del gobierno para festejar la victoria bajo el famoso slogan We Can, nos muestran que la juventud negra es muy conciente y que nuestros hijos están profundamente frustrados por el racismo y buscan respuestas hacia el cambio de nuestras condiciones sociales de marginalidad, invisibilidad y exclusión.

Esperamos que la victoria de Barack Obama sirva también para que de una vez por todas superar el secuestro mental de las elites negras (músicos, deportistas, diplomáticos e intelectuales) evidenciando una mayor responsabilidad para asumir y vincularse desde las bases como hizo Obama en los guettos de Chicago.

España y sus instituciones de la solidaridad (AECI - SEGIB) no puede aislarse de la historia y seguir haciendo reuniones escondidas en hoteles de 5 estrellas mientras los negros se reunen en parques. No se puede querer estar en el G8, refundar el capitalismo, realizar una olimpiada y al mismo tiempo no asumir ninguna responsabilidad con la historia y la memoria histórica de los africanodescendientes. La clase política española sobre todo la progresista debe cuestionares su liberalismo frente a la criticas apocalípticas sobre la sociedad norteamericana pues al final TIENE QUE SER UNA VEZ MAS EEUU LA VANGUARDIA DEL CAMBIO social; mientras que aquellos progresistas y jipis continuan asumiendo una visión sesgada de las reivindicaciones de los negros. Ausentándose de las cortes el día que vienen los negros, prohibiendo a los negros fotografiarse en las escalinatas del congreso con los leones, prohibiendo las marchas por la reparación, excluyendo a los negros de los foros de integracion de los inmigrantes, ridiculizando y desarticulando las instituciones negras mediante la contrainsurgencia de los mediadores o paseando a cargos politicos negros tio tom por el mundo para mostrar una falsa solidaridad-representatividad.

España debe modificar los marcos de relacion y abrir los niveles de participacion negra y no puede seguir viendo a los negros como objeto de estudio exotismo al estilo Paco Martinez Soria cuando la película es de Almodovar o Garci. La octava potencia debe abrir sin tutelages sus instituciones para haya policías negros, gitanos, chinos, moros y los partidos deben abandonar un discurso progres de buen rollito que en la REAL POLITIK no suponen avances ni crean ciudadanos sino súbditos y como decía Martín Luther King: no podemos esperar. La realidad de hoy demuestra que los sofismas distractorios que hablan de racismo sin darle relevancia a las victimas tratando de hacer irrelevante los efectos de la esclavitud para eximir a nuestro país de su responsabilidad de reparación y perdón tal como ONU exigió en Durban, disminuyendo el Derecho de memoria histórica de los negros al dolor mientras ellos hablan de los CRÍMENES del franquismo y abren fosas.

Como justificar que los negros que viene huyendo de las guerras del Congo, Ruanda, Sierra Leona, Eritrea, Chad, Colombia, Libreria y Sudan, se disponga contra ellos toda la artilleria pesada mediatica-militar del ejercito la legión, policía , guardia civil y los perros en Aluche para negarles siquiera la posiblidad de solicitar asilo de acuerdo el Derecho internacional . Sin embargo el Estado se predisponga con buen talante para concederle asilo político al hijo de Osama Bin Laden. Todo esto constituye una perversion del sistema democratico y va contra el espíritu del movimiento de Obama . Frente a eso los lideres negros, sobre todo los que estamos en las instituciones no podemos callar y luego aplaudir a Obama, si así es merecemos el aprobio de nuestros hijos y jóvenes y debemos dimitir.

MORALEJA

A PESAR DEL GENOCIDIO AL QUE NOS TIENEN SOMETIDOS A LOS AFRICANOS EN EL SIGLO XXI, EN MEDIO DE TODAS LAS ESTRUCTURAS DE SEGREGACION, SIDA, HAMBRE, POBREZA, ANIQUILAMIENTO,VISADOS, GUERRAS: LOS AFRICANOS EN CUALQUIER PARTE DEL MUNDO, CIRCUNSTANCIAS Y EPOCAS HEMOS SIDO Y SOMOS CAPACES DE SOBREPONERNOS y AVANZAR. ESTA ES LA VERDADERA MORALEJA DE LA GRAN VICTORIA DE OBAMA.

Por tanto, Obama no es presidente por la falta de racismo (ojala) sino a pesar del racismo lo que evidencia que son las políticas de acción afirmativa las que crean referentes, y no es el tutelage agresivo o la mediación intercultural lo que ha permitido a Obama ser primero senador y luego candidato a la presidencia .

La Federación Panafricanista quiere enviar un gran y caluroso abrazo a la familiares y padres de Carlos Palomino y miles de jóvenes y estudiantes blancos de distintas religiones, sexo, movimientos sociales que –ante el silencio de la sintituciones - mostran su apuesta por un cambio REAL aquí y ahora donde no quepa la negrofobia como argumento democrático . Esta es una actitud cívica y elogiable que dignifica y honra a esta juventud blanca que aquí estaba en Lavapies el 12 Octubre marcha mundial por la reparación de América y África, en el congreso de los diputados honrando a Emilio Castelar y allí en EEUU dio su voto y lo mejor de sus esperanzas, sueños e ilusiones a Obama. Es la misma juventud tratando de hacer realidad los principios de Democracia que no pueden esperar por mas tiempo, con la habitual frase: "en España todavía estamos empezando".

La Federación Panafricanista INVITA a la responsabilidad: debemos seguir trabajando por nuestra inclusión y reconocimiento en la sociedad aquí y ahora, para que hagamos del Estado Español una sociedad hoy (no mañana) donde los ninos, negros, judios y gitanos no estén destinados a vender CD en el top manta, el andamio, los invernaderos sino que tengan la oportunidad de ser también Obamas.

EL MEJOR HOMENAJE A OBAMA ES, CONTINUAR LA LUCHA Y DENUNCIAR EL RACISMO Y AL TIO TOM
UHURU OBAMA, UHURU AFRICA, UHURU ESPANA



Lavapies Spain 6 noviembre 2008

Federacion Panafricanista de comunidades negras de España
http://www.panafricanos.com/
TELF 003469637430

Ver También:
http://www.panafricanos.com